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QUANDO VOCÊ COMETE UM ERRO, É BOM OU RUIM?

 VOCÊ ERRA? QUE BOM!

“O maior erro que uma pessoa pode cometer na vida é
passar a vida com medo de cometer erros.”
Elbert Hubbard

Você já teve ter ouvido a frase: “só erra quem faz”. Pois bem, sabemos que certamente quem faz, comete erros. Mas, muitas vezes, quando erramos, acreditamos que a punição é a melhor forma para corrigir o erro, o que pode às vezes ser um equívoco. Dependendo da situação, a punição do erro poderá lhe trazer pouco aprendizado, para não errar novamente.

É o que está de acordo todos os especialistas, nesse sentido. Amy C. Edmondson, por exemplo, que é titular da cátedra Novartis Professor of Leadership and Management e codiretora da unidade Technology and Operations Management da Harvard Business School, nos EUA, num estudo sobre “Estratégias para aprender com o erro”, (20) afirma que:

“Em primeiro lugar, errar nem sempre é ruim. Na vida organizacional, às vezes é ruim, às vezes inevitável e, às vezes, até bom. Em segundo lugar, aprender com o erro organizacional é tudo, menos simples. A maioria das empresas carece da atitude e das atividades necessárias para a eficaz detecção e análise de erros. Além disso, subestima-se a necessidade de estratégias de aprendizado ajustadas ao contexto. Uma organização precisa de saídas novas (e melhores) para ir além de lições superficiais (“Os procedimentos não foram seguidos”) ou deturpadas (“O mercado não estava pronto para nossa espetacular novidade”). Isso significa abandonar velhas crenças culturais e noções estereotipadas sobre o sucesso e abraçar as lições do fracasso. Para o líder, um bom começo é entender como o jogo da culpa interfere no processo.”

E acrescenta:

Uma compreensão sofisticada das causas e do contexto de erros ajudará a evitar o jogo da culpa e a instituir uma estratégia eficaz para que a organização aprenda com o erro. Ainda que numa organização um sem-fim de coisas possa dar errado, é possível dividir o erro em três grandes categorias: evitável, ligado à complexidade e inteligente.”, observando ainda que “evitar falhas importantes significa rapidamente identificar e corrigir pequenas falhas.” E ainda: “Quando uma falha é detectada, é essencial ir além das causas óbvias e superficiais e buscar entender a raiz do problema. Isso requer disciplina — melhor ainda, entusiasmo — no uso de análises sofisticadas para assegurar que as lições certas sejam aprendidas e as soluções certas adotadas. A função do líder é garantir que a organização não se limite a seguir em frente após o erro, mas pare para investigar e descobrir as lições nele contidas.”

E destaca ainda que “a coragem para encarar nossas falhas — e as dos outros — é crucial para resolvermos a aparente contradição entre não querer desencorajar a exposição de problemas e criar um ambiente no qual tudo seja permitido. Isso significa que o líder deve pedir ao pessoal que seja corajoso e abra o jogo — e não reagir com fúria ou forte reprovação àquilo que, à primeira vista, pode parecer incompetência. Com mais frequência do que imaginamos, sistemas complexos estão por trás de falhas organizacionais; suas lições e oportunidades de aprimoramento se perdem quando o diálogo é sufocado.” Por isso, “um gestor sábio entende que o rigor desmedido tem seus riscos. Sabe que só será capaz de descobrir um problema e de ajudar a resolvê-lo se puder ser informado de sua existência.”, concluindo que “quem detectar, corrigir e aprender com o erro antes dos demais irá triunfar.”

Muitas vezes as pessoas encaram as falhas como derrotas. Mas os erros podem trazer benefícios, se você souber como estão sendo cometidos. Já vi profissionais cometendo erros enormes, mas eles dão a volta por cima. Praticam o que aprenderam, desenvolvem-se e levam as lições consigo, para a vida novamente, mostrando inteligência suficiente para se aprimorarem cada vez mais, inclusive com os erros corrigidos e superados.

 

Thomas Alva Edison foi um dos maiores inventores de todos os tempos, e um péssimo aluno. Ele simplesmente  decidiu abandonar a escola, após três meses de aula. Mas, em casa, lia todos os livros de ciência da sua mãe, que era professora. Logo, montou um laboratório de química, no sótão. Anos mais tarde, ele arranjou trabalho como vendedor de jornais, dentro dos trens que passavam por Port Huron (uma cidade de Michigan), para onde sua família se mudara. E então, quando tinha tempo, ele lia e fazia experiências científicas dentro de um vagão.

Thomas Edison tornou-se surdo durante a adolescência. Há várias teorias que tentam explicar como ele adquiriu essa deficiência. É certo que ele passou por vários problemas de saúde, relacionados ao sistema auditivo, quando era criança. Apesar da dificuldade, Edison era muito ativo. Além de fazer experiências científicas, ele trabalhava como operador de telégrafo. Aos 31 anos, ele já havia inventado muitas coisas, entre elas o fonógrafo. Mas propôs a si mesmo o desafio de obter a luz a partir da energia elétrica. Após ter tentado milhares de vezes aperfeiçoar a lâmpada e não ter conseguido o resultado que esperava, um dia perguntaram-lhe: “Você terá mais fracasso?” E ele respondeu: “Não falhei. Apenas acabo de descobrir outra maneira de não inventar a lâmpada elétrica.” Muitos outros pesquisadores já haviam buscado tal realização, porém, sem sucesso. Somente depois de muitos experimentos,  feitos inclusive por outros, é que Tomas Edison conseguiu enfim descobrir a primeira lâmpada incandescente comercializável.

Isso mostra com evidência que as pessoas bem sucedidas não acreditam em insucessos, mas em resultados. Acreditar no fracasso é um modo de confundir a mente. Por isso é preciso sempre focar no positivo e extrair o melhor de cada lição da vida, pois muitas vezes aprendemos com os nossos erros, e também com os erros dos outros.

Muita gente prefere errar um “erro velho” do que aceitar um acerto novo. Quando precisamos dar um passo adiante, a lógica que muita gente usa é aquela de "melhor continuar como está, porque já sabemos como é."

 

Cabe lembrar que nos Estados Unidos, houve um grande líder que faliu dois negócios em menos de três anos, perdeu uma eleição para o Legislativo, superou a morte de sua namorada e teve um colapso nervoso. E ainda perdeu outra eleição para o Congresso, uma disputa para o Senado e fracassou na tentativa de se tornar Vice-Presidente do País. E depois de tudo isso, foi eleito Presidente dos Estados Unidos, aos 60 anos de idade. O nome dele? Abraham Lincoln. Um dos maiores Presidentes que os Estados Unidos já tiveram.

Esse exemplo de vida confirma o que disse Emerson: “Os vencedores das batalhas da vida são homens perseverantes que, sem se julgarem gênios, convenceram-se de que só pela perseverança no esforço podem chegar ao almejado fim”. (10)

                Há ainda uma história muito interessante nesse sentido:

... “A história relatada pelos chineses, de que um de seus filósofos, durante os seus anos escolares, lançou os seus livros ao chão, certo de que nunca poderia assenhorear-se deles. Certo dia, andando pela rua, encontrou uma senhora que estava esfregando uma barra de ferro sobre uma pedra. Por que está fazendo isto? Perguntou o estudante. Porque desejo obter uma agulha e assim estou afinando esta barra até que fique em condições para coser. A lição da paciência e perseverança não foi desprezada pelo jovem que tomou novamente seus livros, dedicando-se a eles, tornou-se um dos maiores mestres chineses”.

Como você vê, todos nós temos muitos motivos para desistir dos nossos objetivos. Mas é preciso acreditar, trabalhar, perseverar e não desistir. Por isso,  aproveite o momento da dificuldade, para se conhecer melhor, e transforme as adversidades momentâneas em oportunidades para o seu crescimento pessoal e profissional. Nada neste mundo é para sempre. Saiba, portanto, que em uma hora tudo irá melhorar. Daí, mantenha o otimismo e trabalhe. Não permita que um momento ruim faça com que você deixe de produzir, e dê passos firmes rumo ao sucesso desejado.

 

 

Sobre o Autor:


Marcio Giacobelli

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